Meus Universos.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Crônica de mim mesmo.

Até que ponto poderemos aguentar sem mais nenhum sorriso? Espero, que algum dia você me decifre, você seja eu mesmo. E essa transformação já começou, mudei muita coisa sobre formas e sons, sorrisos e dores, agonia e fantasias que já me perco no turbilhão da memória. E começa a apertar, o coração, e o pulso diminui, uma sensaçõ que sempre esteve ali, e eu me perguntava se era normal eu me sentir tão deslocado. Como nos livros em que eu lia, que não resumia em nada minha vida, mas eu me identificava, por puro vazio de identificação. A ilusão acabou, é melhor ver o mundo assim agora, ele sente que faz parte de um plano, uma trajetória, não um acaso ou uma derrota meramente vencida. Sente que o vazio continua, os velhos medos também, mas espera alguma coisa mudar, e seus planos nunca dão certo, mas o acaso é seu aliado. Aliás, ele vive de acasos, ele vive de surpresas inesperadas e que se revelam tão mágicas quanto a própria comtemplação que ele tem com o mundo. Falando em mundo, ele não sabe seu lugar, sempre se sentiu perdido, e buscando alguma coisa que ele não sabe o nome, porque nunca encontrou. E congela sorrisos na memória, choros e abraços apertados dentro do bolso da calça. Lágrimas são tão preciosas pra ele, que as guarda em seu próprio olhar, todas as lágrimas derramadas por todas as pessoas já amadas. E amor, ele se sente confuso quando se fala de amor: pois amor pra ele é a pura verdade, e faz tempo que não sente algo verdadeiramente verdadeiro. Talvez sim, escrever é verdadeiro, escrever não mente nunca, é verdade tudo que ele escreve, conservando as emoções que na verdade, ele não sabe se eram verdadeiramente verdadeiros. E ele se machuca, se machuca muito, por não ter, e ás vezes ter demais, certas pessoas e hábitos, e mágoas... O que ele ganhou do mundo se resume em bastante coisa, mas nada que faça com que ele seja feliz por ter sido feliz. Sabe porque eu gosto tanto de você? Por querer sempre mais, mesmo tendo tão pouco, quando tem alguma coisa. Por nunca se contentar com o que é lhe dado, por sempre se sentir livre pra querer mais alguma coisa que não aparece nos versos da vida. E vida, e mundo, e pessoas, e destinos, ou futuro? A vontade dele é de não pensar, de não perceber, de não entender, de não se dedicar e sofrer por perceber demais certas coisas. Ele já se sentiu tão bem tantas vezes e tão mal tantas vezes, que aprendeu a ser neutro, a não querer nada além de algumas palavras em troca de prazer. Mas no fundo, ele é apaixonado por tudo, e a vida, o mundo, as pessoas, o destino e o futuro, ensinaram pra ele que uma canção se acaba, mas logo vem outra, mais bonita, mais sonora, mais alegre pra deixar leve e levar as incertezas de amanhã. Ele vai se lembrar de todos os nomes, de todos os rostos, que já passaram pela sua vida. As coisas não serão mais as mesmas, porque a liberdade traz muitas mudanças com ela. Ele muda hoje, ele se transforma numa coisa que nunca foi, e ele sabe que nada disso vai durar muito tempo, pois essa sensação de liberdade, que na verdade (no que eu escrevo) (e faz sentido, faz sentido! tudo faz sentido agora!)vai passar, vai mudar, pois ele é humano e humanos nada mais fazem na vida do que apenas mudar de sentido pra viver. Mudar, terminou bem.