Meus Universos.

domingo, 6 de março de 2011

como é.

Como deve ser, como é. Deixar fluir, com sílabas curtas e razões amenas. a vida não é isso, a vida se faz diante da razão. Deixar de ser, deixar de ver, de sentir não me faz menos sensível, entretanto, a razão cega me denuncia como se fosse água limpa numa fonte de impurezas e fluidos. de repente, algo se torna visível, não aos meus olhos, nem ao meu coração, nem nada. simplesmente acontece, numa nuvem de razão e sentimentos, livres, bons, sem sentido, completamente sem sentido, porque eu me perco nas palavras. palavras somem diante da imperfeição da vida, das coisas de tudo que acontece na vida. somente nós, alvos da incerteza somos capazes de acertar como viver. viver é uma incerteza, incerta porque acaba tão rápido, e é tão mal aproveitada. nao aprendemos a viver, nao aprendemos a amar, nao concluímos pensamentos sem razao. entendemos como acontece algo, mas nao gostamos de acreditar na verdade que nao existe. a verdade esta obscura de razão, nao acreditamos na razao, nao acreditamos em nada, porque viver nao conclui nada, nao tira nada de ninguém, nao compõe nenhum sentimento, nao existe vazio maior. se alguma coisa real acontecer, nao será porque demorou demais, sera porque o abismo existente entre tudo se decompõe em nuvens de sentimentos vazios, como sempre, como nunca. se dissolve, entre os dedos, entre a alma, entre tudo, entre todos, entre o que existe e o que ainda vai existir. ainda nao entendo porque somos tao humildes em relação ao que ainda nasce dentro de nos, nao entendemos mais o qe significa viver. ser feliz basta? nao conclui nada, ser feliz nao passa de uma inspiração que deve servir pra alguma coisa, como abrir devagar a verdade inconcluída. Porque não existe mais nenhuma vontade de viver, não entendo porque essa vida pulsante e anônima esta desaparecendo de nos, como algo que toma o controle da direção a vai pra lugar nenhum. somos nós, somos o nada, somos o tudo, somos diferentes diante das palavras. como deve ser, como é.