Meus Universos.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Eis um trecho de Clarice que me toca bastante:
A paixão segundo G.H, pg. 18, 3º parágrafo:
"Enquanto escrever e falar vou ter que fingir que alguém está segurando a minha mão. Ou pelo menos no começo, só no começo. Logo que puder dispensá-la irei sozinha. Por enquanto preciso segurar esta tua mão - mesmo que não consigo inventar teu rosto, e teus olhos, e tua boca. Mas embora decepada esta mão não me assusta. A invenção dela me vem de tal ideia de amor, como se a mão estivesse realmente ligada a um corpo que se não vejo, é por incapacidade de amar mais. Não estou á altura de imaginar uma pessoa inteira, porque não sou uma pessoa inteira."