Meus Universos.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Lari diz: "pois sendo enorme assim tudo me faz feliz."
de que tamanho? é do tamanho dos sonhos? dos nossos sonhos, dos sonhos dos outros? dos sonhos de quem já sonhou tanto que encontrou na irrealidade o verdadeiro sentido de tudo? será que o mundo aqui fora é tão frio e solitário que sonhar é a única solução? E seremos felizes afinal? Eu confio, eu confio que sendo enormes, do tamanho do longe seremos felizes. E felicidade de verdade, felicidade sem precisar de mais alguma outra coisa, como antigamente, felicidade pura e simples. escrever sobre a felicidade é difícil, pois não consigo enxergar nada além de um sorriso, e é tão fácil sorrir, que não sei direito se realmente só sorri quem está feliz. Nós já sorrimos de dor, pois na redenção de uma lágrima, essa acolhedora companheira, que ás vezes nem chega a cair, pois não mereço que ela caia, falta ainda uma piedade por mim, que eu já não tenho mais, que me foi tirada, e agora só restou a vontade, uma vontade consoladora como nenhuma outra. Me falta ainda, alguma coisa que eu perdi, uma íntima visão de todas as coisas visão de coisas sem fim, visão de coisas sem final, visões de um céu carregado de desejos e confusões. Felicidade. afinal, não depende de mais nada, a não ser de nós mesmos, essa visão inflável de coisas é o que sustenta a felicidade: tudo pode tornar-se extremamente belo e confortável, só falta o primeiro momento, o primeiro flash, e sentiremos felicidade, por alguns instantes, até a nova onda de confiança chegar.