Meus Universos.

sábado, 27 de novembro de 2010

Começa com um arrepio. Começa com uma entrega. E quando se vê, nada mais corresponde ao passado (todas as promessas são quebradas). Antigo personagens voltam, como se nunca tivessem saído de cena. Antigos medos voltam como se a lição nunca tivesse sido ensinada. Antigas dores - essas ainda mais confusas - voltam como se o coração ainda fosse virgem e nunca tivesse se ferido. E a fúria com um gosto de limão, de sal, de sol - de mim - volta como se um imenso retrato do passado tivesse sido revelado novamente, e seus negativos espalhados pela sala. E nessa hora, todos os sentidos se confundem, sinto seu cheiro, sua presença, seu som. Não sei pra quem escrevo, queria que tivesse sido por um motivo muito maior. 1990. Não entende. E sofro, SOFRO, SOFRO, SOFRO, cada vez que o passado volta dilacerando o que restou de mim, de nós, de tudo, de nada.