Meus Universos.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
E aquelas palavras escritas sobrepostas em outras palavras, eu já não entendo mais. Não posso jamais transferir o que eu quis dizer, pois palavras morrem assim que são criadas. Não me obrigo a escrever pra preencher vazios, mas é que sem escrever eu não sei o que eu faria com tanta coisa vazia dentro de mim.
Você ainda me deixa assim, com essa sensação de não ter alguma coisa. é mais fraca, admito que não ter alguma coisa nunca me machucou tão pouco, quase nem mais sinto seus arranhões pelo meu corpo, pela nossa pele, pelo nosso ar. O que foi feito já não nos pertence mais, substâncias involúveis, mesmo sendo criadas de uma idéia boa não nos afeta mais como antes, em que o mundo parecia cair como o esqueleto de um edifício inteiro. E restou, nos restou recolher os cacos do tempo que foi destruído e voltar a sonhar com o quê mesmo? O mais triste é esquecer dos antigos sonhos, pois esses eram nossos combustíveis diários, e sem eles pra onde iremos? Teremos chance de nos aproximarmos principalmente porque não temos mais nada em que acreditar? Viver o vazio um do outro? E que vazio é esse, senão feito de solidão? E quem não é solitário hoje em dia? As pessoas criam uma rede para preencher seus próprios vazios, um do outro. E sem ninguém, pouco a pouco aprendo (aprendemos) a preencher os meus (os nossos).
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